domingo, 16 de setembro de 2012

Convite! "Das Barrancas do Rio Cariá"


O filme "DAS BARRANCAS DO RIO CARIÁ" (o 4º da série "Barcos da Amazonia" - tema: cerâmica), do amigo Chico Carneiro, será exibido na Mostra AmazoniaDoc, no dia 29/9/12 (Sábado), no Cine Estação, nas DOCAS, às 20h30min. Trilha sonora assinada por: Grupo Quaderna (eu e Cincinato Marques Jr), mais Ronaldo Silva e Nego Nelson. Bora nessa, gente?...

Abraços do Quaderna!

terça-feira, 19 de junho de 2012

“PREGÕES – MELODIA DAS RUAS”


INSTITUTO ARRAIAL DO PAVULAGEM
PROJETO "ORALIDADES"

Evento: “PREGÕES – MELODIA DAS RUAS”, com o músico Allan Carvalho.
Dia: 19.06.12.
Hora: 19h.
Local: Sede do Arraial do Pavulagem (Boulevard Castilho França, Pça. dos Estivadores).
Entrada Franca.

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O Arraial do Pavulagem, dentre os eventos comemorativos dos seus 25 anos, criou o projeto "Oralidades", que abre espaço para artistas, mestres de cultura popular, pesquisadores etc., demonstrarem suas vivências na cultura brasileira, especialmente na região amazônica. Nesta segunda edição, é a vez do grupo Quaderna, com o músico Allan Carvalho, que traz o projeto "Pregões - Melodia das Ruas". O evento acontece nesta terça-feira, 19.06, às 19h, na sede do Arraial do Pavulagem, com entrada franca.

O desafio de criar canções a partir dos pregões de rua - que são cânticos de venda dos comerciantes populares - é uma experiência ímpar a quem deseja mergulhar. Ainda mais quando esse fenômeno da oralidade vem desaparecendo no tempo e no espaço, talvez em decorrência das novas formas de comércio, que inibem o ambulante de transitar (trabalhar) em qualquer local. Mas, Belém resguarda, mesmo que timidamente, o dom de entoar “jingles” na voz de seus vendeiros – tapioqueiros, peixeiros, amendoinzeiros, pamonheiros e tantos outros -, permitindo que a cidade engravide de mágicas melodias, como se suas ruas fossem uma partitura viva, em compassos que vão da manhã até a noite, desenhando o perfil de uma época, de um povo. O projeto, desenvolvido pelo grupo Quaderna, vem novamente expor os resultados dessa vivência.

"O objetivo é de valorizar a memória dos pregões, identificando sua importância na sociedade, no quanto está presente no imaginário de nosso povo, seja pela sua utilidade mercantil e como fonte inspiradora em uma das mais importantes épocas da música brasileira, contribuindo assim para a sua visibilidade", diz Allan Carvalho, que na oportunidade demonstrará como se desenvolveu a pesquisa, levando os registros realizados nas ruas de Belém, algumas obras da música popular brasileira que já citavam esses personagens e seus cantos, além de comentar e cantarolar as músicas criadas a partir desta experiência.

O projeto vem sendo trabalhado desde 2011, por meio da BOLSA DE CRIAÇÃO, EXPERIMENTAÇÃO, PESQUISA E DIVULGAÇÃO ARTÍSTICA do INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ. Em 2012, este trabalho também passou a ser divulgado através do PRÊMIO PROEX DE ARTE E CULTURA, da UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ.

Bora?

terça-feira, 29 de maio de 2012

Querid@s,

Este maio, dia 26, o Quaderna esteve em Maringá-PR, participando do formidável FEMUCIC, um festival que celebra há 34 anos a música brasileira. Nas quatro noites da festa, o que mais valeu foi conhecer muitos artistas de todos os cantos de nosso país. Saímos de lá aquecidos, cheios de planos pra por em prática. Em breve voltaremos com novidades.

E confiram aqui uma matéria que saiu pela TV Globo local (de Maringá), que menciona nosso grupo. Curtam o vídeo no link:

http://g1.globo.com/videos/parana/paranatv-1edicao/t/maringa/v/ultima-noite-do-femucic-teve-festa-e-muita-animacao/1967023/

Abraços do Quaderna.



quarta-feira, 21 de março de 2012

Velho Macho, o Didico...

Soube que o velho Didico se foi, há três dias. Ele era um desses heróis que perambulam escondidos pelo mundo. Graças as lentes do amigo Chico Carneiro, ele ganhou vida longa, se eternizou, com um documentário sobre sua lida, da série "Barcos da Amazônia", o qual tivemos - eu e o Cincinato Marques Jr -a honra de participar louvando musicalmente o velho macho. A seguir, convido vcs a ouvir o resultado. Segue um post antigo no blog do Quaderna, com duas das músicas feitas ao Didico. Bora nessa?

Acessem:


Olha o cartaz... 


"Singrando água, Samaria
Na luta e maresia
Seu Didico - paraense velho macho
Navega e vence a foz da vida"

Abraços do Quaderna!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Rios do Mundo - um painel de ritmos e sonoridades (by Holofote Virtual)

Holofote Virtual: Rios do Mundo - um painel de ritmos e sonoridades: O show reúne composições feitas em parceria por Ronaldo Silva e Allan Carvalho, que contarão com a participação de Zeca Sagica (bateria),...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

NOS CAMINHOS DO REI SALOMÃO

NOS CAMINHOS DO REI SALOMÃO:

RECADO DO CHICO CARNEIRO:

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Caríssimo/a

Em anexo a sinopse e o cartaz do meu novo documentário NOS CAMINHOS DO REI SALOMÃO, que será exibido nesta sexta feira (4/11/11) no Cine Líbero Luxardo (Centur) às 19:00 Horas, em Belém, e no dia 11/11/11 (sexta feira da outra semana) na Casa de Cultura de Castanhal, às 19:30 horas.
Ambas sessões com entrada grátis. E em ambas as sessões estarei presente para um bate papo com o público.

Está feito o convite e, por favor, espalhe a informação.
Atenciosamente
Chico Carneiro

NOS CAMINHOS DO REI SALOMÃO

NOS CAMINHOS DO REI SALOMÃO é o terceiro filme da pentalogia sobre os barcos da Amazônia Paraense, que o cineasta Chico Carneiro está produzindo. O presente documentário, com 64 minutos, sobre o transporte de pessoas (os anteriores retrataram o transporte de madeira e de gado), tem como fio condutor a viagem de barco entre Belém e Anajás, no centro geográfico da Ilha de Marajó. A viagem, com 36 horas de duração, é feita pelo Barco “Rei Salomão”, que transporta passageiros e carga, sendo o principal elo de ligação entre Anajás e a capital paraense.
O documentário mostra aspectos da preparação para a viagem, a atividade no porto, a atuação dos estivadores e vendedores, a viagem em si, entrevistas com passageiros e tripulação bem como com habitantes da cidade de Anajás, seus problemas e aspirações, e ainda aspectos da indústria do palmito, uma das bases da economia da cidade.
Um dos destaques do filme é a trilha sonora, de autoria de Cincinato Jr. e Allan Carvalho, interpretadas por eles e pela cantora paraense Lívia Rodrigues.
Título: NOS CAMINHOS DO REI SALOMÃO
Gênero: Documentário
Duração: 64 minutos
Produção, Câmera, Direção e Edição: Chico Carneiro
Músicas: Allan Carvalho e Cincinato Jr.
Intérpretes: Allan Carvalho, Cincinato Jr e LÍvia Rodrigues

BORA?

Abraços do Quaderna!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Xepa do Quaderna!... Bora?



SHOW “XEPA”

Resumo:

O Grupo Quaderna volta à cena com a “Xepa”, trazendo novidades musicais que fazem parte do projeto “Pregões – A Melodia das Ruas”. O show acontece nos dias 20 e 21, a partir de 20h, no Teatro Cuíra, dentro da Programação “De Baciada”, que ainda traz outras mostras.

O show “Xepa” é a continuação do processo criativo do projeto que o grupo vem desenvolvendo este ano, por meio da bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística do Instituto de Artes do Pará, que faz uso dos pregões, que são os cantos dos vendedores de rua, e transforma em canções.

Ao longo deste semestre o Quaderna tem mostrado os resultados do projeto, por meio de shows, participações em festivais etc. A exemplo disso, em agosto, o grupo realizou no Ver-o-Peso a “Feira do Som”, uma mostra musical com a participação de diversos artistas e mestres de nossa cultura, sendo este o primeiro momento de exposição dos resultados da pesquisa, que teve grande participação do público. Em seguida, o grupo teve a canção “Biduin”, em referência a um vendedor de amendoim, classificada no III Festival Cultura de Música, da FUNTELPA.

O show é uma feira de diferentes ritmos, que passam pelo boi-bumbá, carimbó, merengue, salsa, xote entre outros sons que perambulam o universo das feiras. Tudo vindo direto da “xepa” musical paraense. E os músicos Cincinato Jr, Allan Carvalho, Ziza Padilha, Abel Oliveira e Bruno Mendes, vão vestir a pele de legítimos pregoeiros e entoar os sons que habitam o universo das feiras e das ruas da cidade.

Ainda na programação “De Baciada”, a exposição “Objetos luminosos” (de 20 a 23.10) e a peça “A mulher das Sete Saias” (dias 22 e 23.10).

Serviço:

Dias: 20 e 21 de outubro de 2011.
Local: Teatro Cuíra (Rua Riachuelo com a Travessa 1º de Março – Campina).
Hora: 20h.
Ingresso: R$ 9,99 (inteira) ou 4,99 (meia).
Informações: 8120-6634 | 8255-0855

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quaderna no Ver-o-Peso

Evento: Instalação “A Feira do Som”.

Dia: 27.08.2011.

Local: Complexo do Ver-o-Peso (Escadarias - entre a seção de artesanatos e a praça de alimentação)

Horário: a partir de 16h.



Realização: Governo do Estado do Pará, por meio do Instituto de Artes do Pará.

Apoio: Prefeitura Municipal de Belém; Secretaria Municipal de Economia; Associação dos Feirantes do Ver-o-Peso.



Saiba mais...


Com o objetivo de divulgar aos resultados da primeira etapa do projeto “Pregões – A Melodia das Ruas”, do Grupo Quaderna, que recentemente foi selecionado pelo edital de bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística, do Instituto de Artes do Pará – IAP, será realizado no próximo sábado, 27.08., a partir de 16h, na principal feira livre de Belém do Pará, o Ver-o-Peso, a instalação artística “A Feira do Som”. Aos visitantes, além das carnes, frutas e verduras, estão presentes na lista do dia, a apresentação do canto dos pregoeiros, show musical com vários artistas, audição de obras raras, entre outros. Quem vai querer?!



Por certo alguém já deve ter ouvido pelas ruas uns enunciados do tipo: “Tapioqueiro! Olha a tapioca!”; “Peixeiro!”; ou então, “olha o amendoim-oim-oim!”. O projeto visa utilizar esses cantos de rua, também chamados pregões, para a construção de canções que vão falar diretamente do universo de seus personagens, dos ambulantes que ainda resistem ao tempo vendendo seus produtos na base da força do seu canto. Allan comenta que “principalmente nas décadas de 50 e 60, no Brasil, era comum compositores homenagearem esses vendedores de rua em suas obras. Muitos lembram, por exemplo, de refrões como ‘Caranguejo-uçá olha o gordo guaiamu quem quiser comprar de mim cada corda de dez eu dou mais um’ ou ‘Amendoim torradinho aproveita gente, que tá bem quentinho’”. A ideia base é de trazer à tona essa característica vivida em nossa música, além de reverenciar os grandes autores do estilo e, principalmente, prestar tributo aos pregoeiros.



O resultado da bolsa está previsto para dezembro deste ano, mas nesta instalação já serão mostradas algumas músicas compostas para o projeto. Também, ao longo do processo criativo, alguns parceiros do Grupo Quaderna estão sendo envolvidos, a fim de oportunizar um resultado múltiplo e que possa, de fato, ser uma justa homenagem aos pregoeiros e aos compositores. “Na verdade, esse envolvimento com outros artistas e linguagens é literalmente uma feira!”, brinca Cincinato Jr.. A exemplo disso, haverá nesse primeiro momento a participação do coletivo de música Black Soul Samba, que prepara um repertório diretamente sintonizado com a feira, levando muito merengue, cúmbia, bolero, brega e demais ritmos que percorrem o dia-a-dia dos feirantes.



O título da instalação artística faz também menção ao programa “A Feira do Som”, do radialista Edgar Augusto, que é um dos poucos canais que divulga a obra dos artistas elencados no projeto.



Programação:



• Canto dos Pregoeiros

Vendedores de ruas convidados a entoarem seus pregões e relatos.

o Horário: de 16h às 17h (intercalando as apresentações artísticas).



• Show Musical

Com obras raras sobre pregões, de compositores brasileiros, e composições do projeto.

o Horário: 17h.

o Grupo Quaderna: Allan Carvalho (voz e violão base), Cincinato Jr. (voz e percussão), Ziza Padilha (violão solo), Abel Oliveira (contrabaixo), Silvio Barbosa (sax e clarinete) e Bruno Mendes (percussão).

o Artistas Convidados: Lívia Rodrigues, Luís Girard, Marluce Oliveira, Ronaldo Silva e Adamor do Bandolim.



• ENCERRAMENTO - Audição de Obras Raras e Interferências

Feira de sons, músicas e poemas que tratam da feira e dos pregoeiros.

o Horário: 18h.

o Convidados: Black Soul Samba

 
 
Abraços do Quaderna!
Até lá...

domingo, 10 de julho de 2011

Quaderna no Píer


Alô, gente!..


Segue convite para esta semana... Dia 13, pela noite, lá no Píer das 11 Janelas, tem o grupo Quaderna com a grata paricipação de Nazaré Pereira. É a programação do Festival Cultura de Verão, em sua 5a edição. Adoramos a chamada da produção da Cultura FM! Vamos nessa! Vejo vcs por lá!

Quem toca:
Abel Oliveira - com seu baixo rodado.
Ricardo Aquino e Bruno Mendes - nos tambores.
Jr. Menezes - nos ébanos e marfins elétricos.
Silvio Barbosa - nos sopros de sax e flauta.
Allan Carvalho - voz e viola.
Cincinato Jr. - voz.

Participação:
Nazaré Pereira - voz.
Mário Mousinho - viola.

Aquele abraço!
QUADERNA

PS: vai passar ao vivo pelo canal 2 e pelo portal cultura (http://www.portalcultura.com.br).

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Quaderna em "Maio" - CONVITE

O mês de maio é título do novo show musical do grupo paraense Quaderna. É um período que acolhe, em seu universo, a nobreza da mulher, das mães, do trabalho, contornados pela magia das flores, do florescer da vida. Essa atmosfera, coincidentemente, está presente no atual momento de criação do grupo, formado pelos compositores Allan Carvalho e Cincinato Jr.. O palco do teatro Margarida Schivasappa, na próxima terça (10), será o chão dessa colheita, de canções com gosto de maio.

Aguardamos vcs por lá!

Abraços do Quaderna!


segunda-feira, 2 de maio de 2011

CONVITE - FONTES DE ÁGUA DOCE

A música da floresta suas possibilidades harmônicas, rítmicas; essências melódicas, interpretadas por compositores, músicos, interpretes, letristas, poetas, trovadores, que tem na valorização e difusão dessas linguagens: eixo de união e dedicação em suas práticas de atuação. Uma noite de encontro de música, poesia e singeleza.

Com Marianne Lima, Luiz Pardal, Grupo Quaderna, Junior Soares e Luê Soares, Mestre Cardoso do Boi-Bumbá Ouro Fino do Município de Ourém, Edson Abreu, Mestre Apolo de Caratateua (Poeta/Trovador), Poeta Antonio Juraci Siqueira, Grupo Percussão Metal, Ronaldo Silva, Luiz Girard e Renato Torres são os artistas convidados para esta mostra.



Local: Teatro Margarida Schiwazzapa
Data: 03 de Maio de 2011.
Hora: 20h
Ingresso: 10,00 e 5,00 para estudante.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Quaderna em 2011...

Alô, gente!

Só para constar...

Por estes dias de janeiro o Quaderna retoma os sonhos muscais, num papo que vai desenhar o que vai fazer neste 2011. Em vista já, mais uma edição, a 4a, das trilhas molhadas da série "Popopôs", do documentarista Chico Carneiro. Outra caminho é traçar o 2o CD, provavelmente em louvor a São Marçal. Vamos que vamos...

Assim que tiver novidades musicais vamos postando aqui no blog. Promessas...

Abraços do Quaderna!

Nota: Blog do Allan Carvalho

Amigos Quaderníferos,

O Allan tá divulgando um blog seu, novinho em folha. Passem lá pra conferir, ok?

Olha o link: http://allanpc.blogspot.com/

Tem música, divulgação de eventos, textos etc e tal...


Abraços do Quaderna!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Festas Boas

Alô, gente!...

Deixamos aqui o nosso voto de boas festas. Que tudo de bom esteja nos vossos e nossos caminhos...

Um belo Natal e um mágico Ano Novo!

Abraços do Quaderna!...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ary Lobo... Sempre!

Alô, gente!...

Bisbilhotando a net, acabei achando um ótimo texto sobre a vida e obra de Ary Lobo. Uma pena não ter o nome de quem escreveu. Assim, aos que estiveram lendo aqui, se souberem de algo, por favor, mandem pra gente. O professor, de fato, é professor. Sabe tudo de Ary Lobo, além de deixar claro tanto gosto pelo artista em questão. Leiam! Maravilha!

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O brilho do forró paraense: Ary Lobo

Edição de 16/02/2008

Memórias do Pará


A palavra forró parece estar em desuso nestas plagas paraenses, em tempos de 'calypsos' - se me faço entender - mas há algumas décadas designava um ritmo musical que enchia as festas, alegrava os ouvidos e preenchia boa parte da programação das poucas emissoras de rádio existentes. Claro que falo de uma época pré-televisiva, quando a voz se sobrepunha ao mise-en-céne e o contato com os ídolos não era tão fácil como hoje, por meio da telinha da televisão.

Um dos significados da palavra forró - cuja origem é controversa - deriva de forrobodó (barulho, confusão, muito movimento), uma designação do arrasta-pé, significado de baile popular, com um ritmo próprio das tradições do norte e nordeste. Dentro do forró podia-se inserir o coco, o baião, o xaxado e outros ritmos tradicionais do Brasil, sobretudo do seu interior e, mais especificamente ainda, inerentes à quadra junina. No início, o termo significava apenas a festa, o local onde se realizava, depois passou a significar o gênero musical e a dança. O principal palco iluminado do forró era a gafieira, palavra hoje estigmatizada, não obstante tenha sido imortalizada pelo paraense Billy Blanco no samba Estatuto da Gafieira. E tanto o forró quanto as gafieiras, no seu sentido antigo, já ficaram longe dos movimentos musicais e corporais da atualidade.

Uma das principais expressões artísticas desse período no Pará foi o cantor Ary Lobo, cuja história de vida tem marcas ciclotímicas de sucessos, de lutas e de fracassos, motivos suficientes para que o personagem não seja esquecido, embora as novas gerações não tenham a menor idéia do brilho desse artista paraense.

O ARTISTA

Ary Lobo, ou Gabriel Eusébio dos Santos Lobo, nasceu em Belém no dia 14 de agosto de 1930 e foi um dos primeiros artistas a ganhar projeção nacional como cantor de forró. Infelizmente ele veio a falecer, na mais penosa indigência, em Fortaleza, no ano de 1980, aos 50 anos e completamente esquecido nos meios artísticos e, o que foi mais grave, em sua própria terra.

Em artigo que publicou em 'O Liberal' no ano de 1996, sob o título 'Ausência de Ary Lobo', o advogado José Carlos Castro, ao descrever as características musicais do cantor paraense, afirmou que 'Ary Lobo fez o Brasil inteiro cantar com a singeleza de suas interpretações e pela forma correta do emprego da linguagem regional. O Norte e o Nordeste, o sertão e a serra, o homem e a natureza tinham expressão existencial nesse estilo de música'. Sobre o valor do intérprete diz o artigo: 'O curioso de toda a trajetória de Ary Lobo é o seu valor artístico como intérprete correto, que não merece o olvido que a cultura nortista lhe propicia até o dia de hoje. Estivesse ele vivo, com dezenas de discos gravados, certamente, estaria participando de eventos e promoções. No momento de crise de nossa música seria interessante que se reabilitasse a sua memória, em nome de seu inolvidável valor de intérprete'.

Essa reabilitação chegou a ser tentada, de certa forma, em Belém, no ano de 2004, pelo projeto Quaderna, no Instituto de Artes do Pará, sob a responsabilidade de Cincinato Jr, Alan Carvalho e Camilo Delduque. O objetivo do trabalho foi detectar a presença de traços culturais nordestinos na música da região amazônica, sobretudo na paraense. E consideraram que 'o maior traço nordestino na música popular feita na região é o trabalho do cantor e compositor paraense Ary Lobo.

Acreditamos dizer que Ary Lobo foi a contribuição maior que a Amazônia deu à cultura nordestina. Ele faz o movimento inverso, é a Amazônia emprestando o seu sotaque ao nordeste'. No belo CD que lançaram, Ary Lobo comparece representado pelas músicas 'Patrulha da Cidade' (Severino Ramos e Avellar Júnior) e 'Filho de Tupinambá' (Ary Lobo e Barbosa da Silva). O registro é importante para recuperar, embora de forma pouco divulgada, o valor da obra musical de Ary Lobo.

A CARREIRA

Pintor de profissão e cabo da Aeronáutica, Ary Lobo começou fazendo sucesso nas gafieiras e auditórios de Belém, e em 1955 arriscou vôo para o Rio de Janeiro, começando uma carreira de grande projeção, com sucessos que marcaram época em todo o país. Só na gravadora RCA Victor, Ary Lobo gravou nove LPs, sem contar os primeiros sucessos ainda em discos de 78 rotações e os inúmeros discos compactos (pequenos vinis de duas ou quatro músicas). Mas ainda está na lembrança dos mais antigos o seu primeiro grande sucesso, composição sua em parceria com Luis de Freitas, Eu vou pra Lua - 'Eu vou pra lua, eu vou morar lá/Pego meu Sputnik...' - lançado em 1957 e ainda hoje uma crítica atualíssima às políticas sociais de então, à burocracia, aos impostos e à pobreza da população. Posteriormente veio a ser um grande intérprete do compositor nordestino Gordurinha, destacando-se seu maior sucesso Súplica Cearense - 'Oh Deus! Perdoe esse pobre coitado, que de joelho rezou um bocado, pedindo pra chuva cair sem parar...' - lançado por Ary Lobo e que já recebeu incontáveis regravações.

O PARÁ

A presença de Ary Lobo no cenário artístico nacional não o desvinculava de Belém, berço natal que estava sempre a homenagear, como se pode ver de quatro músicas que escolhi no meu acervo para ilustrar isso. A primeira, Forró lá no Bosque, tem a seguinte e singela letra: 'Na minha terra tem uma gafieira onde a rapaziada vai aprender a dançar/ localizada no Bosque Rodrigues Alves/ perto da Bandeira Branca em Belém do Pará/ Ai que saudade daquela cabana lá dentro da mata/ onde o pau comia, poeira subia, mas não se largava a mulata/ camisa ensopava, a turma tirava, espremia o suor e tornava a vestir/ mas que saudade do forró lá do bosque, ah se aquele forró fosse aqui'. A outra música, Eu sou de Belém do Pará, evoca assim a sua terra: 'Mais de vinte anos amargando, no meu peito a saudade da cidade onde nasci e cresci/ Mais de vinte anos se passaram/ tantas lembranças ficaram, pra me torturar, bem sentir/ Hoje tudo está tão diferente, tanto tempo estou ausente/ não sei se volto mais lá/ Embora você não pense, não nego sou paraense, sou de Belém do Pará'.

A terceira música, Bate Malva, é do compositor paraense Oswaldo Oliveira - outro esquecido - e também muito expressiva da regionalidade de onde se originou: 'Corta malva, corta malva, bota no fogo pra malva secar/ bate malva, bate malva e põe na lagoa pra malva inchar/ Lá no norte onde eu morava, no interior do Pará, os colonos plantam malva, pra família sustentar/ Pois é com o dinheiro da malva que pagam a escola pros filhos estudar/ Quando está chegando outubro/ vou lhe contar como é/ vai pra dentro do roçado, marido, filho e mulher/ Pois que tem que ganhar boa nota pra passar na cidade a festa de Nazaré'.

Se Ary Lobo soubesse que no solo de sua terra quase já não se planta malva e que, mais recentemente, chegou por aqui a tal da soja que, mesmo mirrada de tamanho, ameaça nossa floresta! A malva de outrora expressava a afetividade de Ary lobo por suas origens, que fazia sempre questão de cantar, onde e como pudesse.

A quarta música foi um sucesso composto pela dupla J. Cavalcanti e Assis Barros, Vendedor de Açaí, que Ary Lobo imortalizou no seu apreço pelo Pará: 'Olha o gostoso açaí e o saboroso tacacá/ Preciso vender todinho para os meus filhos criar/ Na Bíblia tem uma lei, crescei e multiplicai/ parece que abusei, tenho herdeiros até demais/ Tem sete meninos estudando, tem sete querendo estudar, tem sete meninos esperando, o destino que Deus vai lhe dar/ Já pensou que alegria, terá eu e Conceição/ ver nossos filhos criados, com bastante educação/ nós não tivemos estudo, mas podemos educar/ peço a Deus que abençoe quem neste lado comprar/ açaí, tacacá...'

O OCASO

São centenas de músicas gravadas ao longo de quase 30 anos de carreira de Ary lobo, e ele não alcançou a época do CD. Depois de sua morte, foi relançado um LP e vários CDs, todos em catálogo no mercado, embora difíceis de encontrar. Seus maiores sucessos incluem músicas de sua autoria, e de muitos outros compositores, paraenses, nordestinos e do sul.

Em 1961 assisti pela primeira vez a um show de Ary Lobo. Foi numa noite chuvosa em Castanhal. Eu contava 14 anos, ele estava com 31, no auge de sua relativamente curta carreira. Eu já era ligado nas suas músicas e a partir dessa apresentação, tornei-me fã dedicado do cantor, a quem fiquei acompanhando de longe, mas sempre com acesso aos seus discos. Percebi o seu declínio musical, natural na rápida evolução do mercado fonográfico mas não tive noção do drama pessoal que o levou para um fim tão trágico em Fortaleza, longe de seu torrão natal. Ainda hoje mantenho o hábito de escutar as músicas de Ary Lobo e nunca pensei em prestar publicamente tributo a sua memória, como faço agora, compungido. Cada vez mais me convenço de que um dia, há tempos, o Pará já teve outra estrela de primeira grandeza nacional, na música popular. Salve, Ary Lobo! Viva o forró!

* O autor é cientista político, jornalista e professor aposentado da UFPa


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Abraços do Quaderna!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ouça “Bela Serena”

Alô, gente!...



Postamos a seguir uma canção de Cincinato Jr. intitulada “Bela Serena”. Ele a compôs numa noite de luar e gravou na mesma semana, fim de outubro, no estúdio do Ziza Padilha.



Ouça e baixe aqui!




Ficha Técnica:

Voz máscula: Cincinato Jr.

Voz feminina: Ananda Ribeiro

Violão Solo: Ziza Padilha

Violão Base: Allan Carvalho

Percussão: Thiago Albuquerque



Em breve vem mais música aí...



Abraços do Quaderna!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SOPRO DO CARIMBÓ

Maravilha de evento... Leiam o recado do Walter Figueiredo:

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SOPRO DO CARIMBÓ


A musicalidade da Flauta Artesanal.

O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional – IPHAN e o Instituto de Artes do Pará - IAP realizam o FALA-MEMÓRIA: ENCONTRO DE MESTRES E APRENDIZES FLAUTISTAS DE CARMBÓ. Esta ação faz parte do processo de salvaguarda da flauta artesanal.

De centena de grupos de carimbó pesquisados na região do salgado paraense, identificaram-se raríssimos mestres-flautistas que ainda fazem e tocam a flauta artesanal, hoje sob forte ameaça de desaparecimento da cena musical.

Estarão presentes nesse encontro os mestres e aprendizes dos seguintes municípios:

São João de Pirabas: Mestre Tomas Pinheiro e o aprendiz Damião Pinheiro;
Salinópolis: Mestre Lourival Monteiro e o aprendiz Ailton Santana;
Marapanim/Marudá: Mestre Marinho Ferreira Neves e o aprendiz Elvis Monteiro;
Marapanim/sede: Mestre Meletino Ferreira da Silva e o aprendiz Gilson Douglas Gomes;
Curuçá: Mestre Geraldo Neves Vieira;
Maracanã: Mestre Santiago Lopes da Silva e o aprendiz Marcelo Sidney Reis;
Colares: Mestre Manoel Ferreira Silva Filho e o aprendiz Marcos Júnior Vasconcelos da Silva;
Vigia de Nazaré: Mestre Benedito Silva.

Para dar maior visibilidade a essa arte, tão essencial na tradição do carimbó, é que convidamos músicos, educadores culturais, produtores, grupos culturais, artistas e demais público interessado a participar da programação, a seguir:

19.10.2010, terça-feira

09 às 12 h – TROCA DE SABERES DE MESTRES E APRENDIZES.
Momento reservado à interação entre os mestres e aprendizes.

15 às 18 h – TROCA DE SABERES DE MESTRES, APRENDIZES E MÚSICOS
Espaço aberto para músicos e demais artistas interessados.


20.10.2010, quarta-feira

09 às 12h – ENSAIO DE MESTRES, APRENDIZES E MÚSICOS
Momento de afinações musicais e culturais entre artistas convidados.


17 às 20 h – RODA DE CARIMBÓ COM OS MESTRES, APRENDIZES E MÚSICOS DO GRUPO DE CARIMBÓ SANCARI.

Apresentação para o publico em geral.


LOCAL DE REALIZAÇÃO: Instituto de Artes do Pará

PARTICIPE E DIVULGUE!


MAIORES INFORMAÇÕES:

Superintendência Regional do IPHAN no Pará
Av. Governador José Malcher, 563, Nazaré, Belém – PA.
(91) 3224-1825/0699. www.iphan.gov.br - iphan-pa@iphan.gov.br

Instituto de Artes do Pará – IAP.
Praça: Justo Chermont, 236, Nazaré, Belém – PA
(91) 4006-2900/2905. www.iap.pa.gov.br/blog - expressão@iap.pa.gov.br

REALIZAÇÃO: IPHAN - Ministério da Cultura
PARCERIA: IAP – Governo do Pará – SECULT
APOIO: Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro

Abraços do Quaderna!

domingo, 17 de outubro de 2010

II Festival Cultura de Música - Premiados

Caros e caras,


Segue a matéria do II Festival Cultura de Música realizado na noite de 16.10.10, que premiou 2 mestres paraenses – Juvenal (melhor canção) e Adamor do Bandolim (melhor instrumental). Teve dedo do Quaderna por lá, na música “Que Brega É Você?”, do Allan Carvalho, que ficou em 3º lugar. Parabenizamos a todos!

E querem ouvir/baixar o Brega? Clique aqui!

Confiram a seguir a matéria:

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II Festival Cultura de Música
Carimbó e chorinho são os grandes vencedores
17/10/2010 - 10:00

Um verdadeiro panorama da música brasileira foi apresentado no II Festival Cultura de Música na noite de sábado, dia 16, no Teatro Estação Gasômetro, em Belém, que premiou "Garapé", do mestre Juvenal, como melhor música e, como melhor instrumental, "Chegou o Zé", de Adamor do Bamdolim. "Garapé" também foi a mais votada pelos internautas do Portal Cultura, com 4.630 votos. As duas composições vão participar do festival nacional promovido pela Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub).

O Festival, que comemora também os 25 anos da Rádio Cultura FM do Pará, premiou, ainda, o artista revelação (Taís Guerino), o melhor arranjo (Legal e Ilegal) de Felipe Cordeiro, melhor intérprete instumental (Orquestra Ver-o-Peso), e melhor intérprete (Felipe Cordeiro).

Também foram eleitas as dez músicas que vão compor o CD do II Festival Cultura de Música. São elas:

1. "Garapé" (Mestre Juvenal)

2. "Legal e Ilegal" (Felipe Cordeiro e os Astros do Século)

3. "Que Brega é Você" (Allan Carvalho)

4. "Condição" (Banda Clepsidra)

5. "Angu Brasil" (Sérgio Leite)

6. "Festa de Santo" (Taís Guerino)

7. "Quase" (Patrícia Rabelo)

8. "Poema de Uma Rosa Só" (Fabrício dos Anjos)

9. "Luz" (Aíla Magalhães)

10. "Açude Solidão" (Alba Maria)


IGARAPÉS

Metre Juvenal disse que se inspirou nos igarapés que cortam o município de Ananindeua para criar a música vencedora do Festival. Foi observando o trabalho de sua filha e esposa que iam ao igarapé lavar roupa e fazer outros trabalhos que teve a ideia de compor a música, que tem como trecho inicial o seguinte: "A muié trabalhou tanto pra limpar um garapé, depois do garapé pronto quem comanda é zé mané".

Na sua simplicidade de caboclo amazônico, Mestre Juvenal, de 55 anos, que possui ainda cerca de 60 composições inéditas, se diz feliz ao ver sua música reconhecida e ser a mais votada. "Estou muito satisfeito, pois nós ensaiamos bastante e é muito bom ter o meu trabalho reconhecido e valorizado", contou antes de subir ao palco para receber a premiação das mãos da presidente da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), Regina Lima.

Já a presidente Regina acredita que a realização do festival é uma forma de movimentar o setor musical do Estado, apresentando-se como uma grande oportunidade para os artistas mostrarem seus talentos para todo o Brasil. "Eu creio que a tendência da rádio deve ser essa, de criar oportunidades para que os trabalhos dos artistas paraenses cheguem ao público", destaca.



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Abraços do Quaderna!

sábado, 16 de outubro de 2010

Quaderna canta "Ilha do Marajó"


Aí acima segue o link da tocada do Quaderna na Cultura FM, em 12.06.2009, em louvor à quadra junina. Trata-se da música "Ilha do Marajó" (Antônio Brasil e Nilza Brasil) que foi primeiramente registrada na voz do eterno Zito Borborema. No vídeo fizemos improvisadamente em uma levada "latina", com o tempero nortista, amazônico. No baixo tocou o Abel Costa; guitarra semi-acústica o Ziza Padilha; na batera o Bruno Mendes; nas vozes Cincinato Jr. e Allan Carvalho, esse também na viola base. O registro é da querida Regina (da FUNTELPA), em sua foto-camerazinha.

Vejam se der...

Abraços do Quaderna!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Série Popopôs... 2

Caros e caras,

Segue mais um afago do Chico Carneiro, desta vez sobre o filme "Seu Didico - Paraense Velho Macho", no qual também tem dedo do Quaderna e demais colegas da música.

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Seu Didico, o filme, vai ser exibido no festival de AMAKULA KAMPALA, em Uganda, que decorrerá de 29 de Outubro a 6 de Novembro!

Vai longe o velho barco Samaria...

abs

Chico Carneiro

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Abraços do Quaderna!