quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Vavá da Matinha fala de si e de Ary Lobo...

video

Este vídeo (sem edição alguma, puro) foi gravado momentos antes do extinto programa "Terruá Pará", agora Cena Musical, da TV Cultura-PA, em junho de 2006, onde o Quaderna reunia grandes nomes da música paraense (Nazaré Pereira, César Escócio, Ivan Cardoso e o próprio Vavá) para mais uma louvação a Ary Lobo. O Vavá da Matinha, que também assina como Oswaldo Oliveira, mandou bem... Assistam essa exclusividade!

Abraços do Quaderna!

Dê moral à música paraense...

VOTE QUADERNA!

Quem ainda não somou, temos os últimos dias (até 31/10) para votar no Quaderna que concorre na maior festa da música alternativa do Brasil, o Prêmio Dynamite! Acesse: www.premiodynamite.com.br e vote na gente! Cadastre seu e-mail e receba (no seu correio) a senha para votar (já de volta ao site, por meio do link que você recebe). Estamos concorrendo no gênero “Destaque Regional”. É só clicar e pronto – voto confirmado!

Lembro a todos que tem mais paraense na disputa, mas em outras categorias! Basta dar mais uma olhada pelo site e colaborar com o som da floresta!

Obrigado sempre!

Contactos:

Blog: http://grupoquaderna.blogspot.com/
No Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4883485
E-mail: quaderna@gmail.com

Abraços,
Allan / Cincinato

PS: FAVORZÃO! Vocês também podem nos ajudar repassando a mensagem, ok?!... rs

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Quaderna no Youtube!

Assistam!

Quem ainda não curtiu a participação do Grupo Quaderna no programa Sr. Brasil, apresentado pelo famoso Rolando Boldrin (TV Cultura), é só clicar no link http://www.youtube.com/watch?v=deKsT7LcvGs . Passem lá!

Isso rolou em setembro de 2007, com outras re-exibições até este ano. O crédito do vídeo é do pessoal do blog "Poeiras e Cantos".
É isso!...

Ecos do Cd... Parte 1

Jornal Diário do Pará - Coluna: Feira do Som
Por: Edgar Augusto – Jornalista e Crítico de Música
Agosto de 2006

QUADERNA E OS TRAÇOS CULTURAIS NORDESTINOS NA MÚSICA PARAENSE

Quem certo dia escutou o Quaderna a cantar Patrulha da Cidade, sucesso de Ary Lobo nos anos 50, num programa ao vivo pela Rádio Cultura do Pará, poderia até pensar que Allan Carvalho (músico e compositor com atuação em grupos para-folclóricos da cidade), Camilo Delduque (conhecido engenheiro/arquiteto, contista e poeta) e Cincinato Jr. (pesquisador da UFPA e ex-integrante dos grupos Porta de Casa e Arraial do Pavulagem) tivessem formado o trio apenas para tirar sarro com a cara dos outros, para se divertir. Contudo, muito pelo contrário, o Quaderna foi criado visando desenvolver um trabalho de pesquisa sobre a presença de traços culturais nordestinos na música da Amazônia, sobretudo a paraense. E o fez com seriedade e talento. O disco que acaba de lançar, dentro de tal projeto, teve confecção durante um ano e meio – o suficiente para o grupo criar composições próprias, dentro da temática a que se propôs, e ainda relembrar êxitos radiofônicos inseridos em seu contexto (Patrulha Da Cidade, no caso, caiu como uma luva). Sob o patrocínio da TIM e da Bolsa de Pesquisa do IAP, através de Edital Público, o Quaderna não apenas exibiu xotes, baiões e cirandas concebidos por ele mesmo.Também incluiu no lançamento um luxuoso encarte onde, mostrando a evolução da imigração nordestina em nossa região, na primeira metade do século passado, encontrou a motivação para a proposta de dividir o repertório setorialmente através de natureza, religiosidade, amor e luta. Trouxe então peças valiosas como Canto Encantado (Cincinato e Ronaldo Silva), Romeira (Allan Carvalho, Cincinato e Mauro Connor) e Filho Preto (Allan Carvalho e Aninha Moraes). Suas melodias, redondas e facilmente assimiláveis, ganharam as presenças instrumentais dos talentosos irmãos Meirelles (Baboo, Alcyr e Beto) ao lado do experiente José Luis Maneschy apoiadas, no setor vocal, por Daniel Araújo — que arrumou a casa a capricho. O trabalho, no final das contas, correspondeu. Soou um pouco assim como o Quinteto Violado de antigamente, impondo sua riqueza de arranjos e canções. Um detalhe sensível também não passou despercebido no dito cujo: a poesia de Delduque, em especial na faixa de número sete, Fato, onde ele diz “Se de amor e só em amor te vejo, sou louco absoluto/bêbado, órfão do teu próximo beijo/se de amor e só de amor te acho, atinjo a hora, aceito a espera/se só de amor e em mim te vejo/sou lúcido fato, anjo órfão do desejo, pedra úmida de teu primeiro beijo”. O Quaderna realmente matou a pau.

SOFISTICAÇÃO DO QUADERNA - Um elegante saco de papel de presente embala o primeiro CD do trio Quaderna. Dêem uma olhada lá na loja do Ná Figueredo.

A Música do Quaderna!

Sobre o CD (lançado em 2006)...

Em 14 faixas, o CD do Quaderna faz uma importante revitalização e valorização de músicas que marcaram época, além de inéditas que misturam ritmos que até hoje marcam. Tudo começou quando afinidades foram percebidas nas experiências pessoais de Allan e outra do Cincinato.

Na primeira Bienal Internacional de Música de Belém, Allan passou um projeto sobre vida e obra do Ary Lobo, que foi logo editado e apresentado. Ao mesmo tempo, paralelamente, Cincinato pesquisava, pela UFPA, as manifestações culturais da quadra junina em Belém e acabou verificando que elas, apesar de acontecerem na Amazônia, eram em sua maioria de raiz nordestina. A partir daí, juntos, viram a possibilidade de estudar essa matriz nordestina na música feita na Amazônia, sobretudo no Pará.

Quando começaram a executar o estudo, perceberam que compositores paraenses, em períodos diversos, apresentam essa raiz nordestina em seus trabalhos, citando como exemplo Raimundo Satyro de Mello (primeiro a gravar uma embolada, na década de 30, de acordo com o professor Vicente Salles). Os traços nordestinos são encontrados ainda em composições do maestro Waldemar Henrique (como no 'Coco Peneruê'). Foram vistos ainda registros, pelo antropólogo Sant'Ana Nery, de cantos de coco e embolado nas proximidades de Manaus, ainda no século XIX.
O grupo concluiu que toda essa influência se deve, em grande parte, ao movimento migratório de nordestinos para a Amazônia. O estudo do Quaderna indica quatro momentos onde se faz presente a mão do Estado nesse movimento: o primeiro quando ocorre em 1870, com uma grande seca nordestina que durou cerca de 10 anos. Naquele momento, uma das saídas foi trazer os nordestinos para a Amazônia; o segundo, no Ciclo da Borracha (fim do século XIX e durante a II Guerra Mundial, com os soldados da Borracha), que de certa forma está relacionada com o ciclo anterior, e o nordestino é tirado das grandes cidades para ocupar as regiões de mata. Essa população se espalha em áreas do Acre ao Marajó; um terceiro momento é uma ocupação marcante, no nordeste paraense, com a construção da estrada de ferro Belém-Bragança e colonização da Zona Bragantina. O quarto período, mais recente, é a ocupação da Amazônia Oriental com grandes projetos, como a construção da Transamazônica, Projeto Grande Carajás, entre outros.
Com essa contextualização histórica foi constatada que a presença do nordestino é forte na região durante toda a construção da identidade amazônida. Essa 'nordestinidade' é constante em composições de músicos que vão de Ary Lobo a Arraial do Pavulagem, Pedrinho Cavalero, entre outros.
Ary Lobo aparece na pesquisa como o grande nome da Amazônia, que se projeta nacionalmente, com uma identidade musical nordestina. Várias composições fizeram sucesso na voz dele, tornando-se “hinos” nordetinos, como ”O Último Pau-de-Arara”, “Súplica Cearense” e “Eu vou pra Lua”.
Outro fato importante do Quaderna, na composição deste seu primeiro trabalho, foi a parceria de Camilo Delduque, poeta e compositor, que entrou no grupo bem no meio da pesquisa. Colaborou em especial com a parte poética, tanto inseridas nas músicas, quanto nos poemas distribuídos no CD. Outros artistas de grande importância no cenário amazônico figuraram neste disco, tais como: Walter Freitas, Ronaldo Silva, César Escócio, Eudes Fraga etc, todos levando ao Quaderna uma parcela de “nordestinidade” marcadas em suas artes.
Toda a pesquisa deu subsídios para que o Quaderna buscasse, em suas próprias composições e parcerias, essa identidade, e criar, recriar e experimentar músicas com esse “sotaque nordestino”. Houve ainda uma grande soma no trabalho com a aproximação do Quaderna com o cantor e compositor Oswaldo Oliveira (Vavá da Matinha). Além de contemporâneo e amigo, ele teve composições gravadas por Ary Lobo.

Obs.: o Quaderna gravou seu primeiro CD através da Bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística, do Instituto de Artes de Pará – IAP. Contou ainda com o patrocínio da empresa TIM – Viver sem Fronteiras, por intermédio da Lei Semear, de incentivo à Cultura no Pará.

Fonte: http://www.orm.com.br/

terça-feira, 28 de outubro de 2008

NO AR!

Olá, pessoal!...

Estamos entrando no ar!

Por meio deste simples espaço vamos repartir com vocês os caminhos musicais do Grupo Quaderna!

Entrem em contato com a gente. Será um prazer tê-los por perto!

Visite-nos no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4883485

Assista o Quaderna no Youtube (participação no Sr. Brasil):
http://www.youtube.com/watch?v=deKsT7LcvGs

E-mail: quaderna@gmail.com



Grande abraço!

Quaderna - Cincinato Jr / Allan Carvalho.
Belém-Pará